sexta-feira, 14 de junho de 2013

Passeios por Berlim: East-Side-Gallery

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East-Side-Gallery é a maior galeria a céu aberto do mundo com mais de 100 murais originais. São 1.3 km de comprimento do antigo muro de Berlim que estava localizado na Mühlenstraße.

Impressionados com os eventos que estavam mudando o mundo, artistas do mundo inteiro correram para Berlim depois da queda do muro, deixando um testemunho visual da alegria e espírito de libertação.

Os murais são a anos uma grande atração de Berlim, mas esses só estavam no lado ocidental do muro. Os artistas transformaram o muro de concreto cinza num monumento de paz e reconciliação.

Umas das pinturas mais famosas são "o beijo mortal" de Dimitrji Vrubel, representando um beijo de Erich Honecker e Leonid Brezhnev e o Trabant derrubando o muro.

Outras pinturas são uma mistura de imagens surreis, frases políticas e sonhos de liberdade. As pinturas começam na Oberbaum Bücke e terminam no Ostbahnhof. O colorido das pinturas impressiona os visitantes!!

Os murais são um patrimônio cultural da cidade e vários dos murais já foram restaurados por causa da poluição e do tempo. Vale a visita!!

Mais informações: www.berlin.de

Como chegar lá?

Ônibus:

Oberbaumbrücke (Berlin): 347, N1
Warschauer Str. (Berlin) (S+U): 347, N1
Helsingforser Platz (Berlin): 347, N1


Trem e metrô:

Warschauer Str. (Berlin) (S+U): S3, S5, S7, S75. U1





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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Stuttgart: sede de algumas das mais famosas marcas automotivas do mundo!



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Stuttgart fica às margens do rio Neckar, bem no meio de uma região de florestas, prados e vinhedos, que se estendem até o centro da cidade e cobrem mais da metade da sua área. A cidade é a capital do estado de Baden-Württemberg e tem cerca de 600 mil habitantes. É a sexta maior cidade do país.

Stuttgart foi fundada pelos romanos, por volta de 85 d.C.

Depois da derrota do Sacro Império Romano-Germânico para Napoleão, os duques que lá viviam tornaram-se reis e Stuttgart virou o centro do reino de Württemberg. Os palácios e castelos espalhados pela cidade e suas redondezas são a memória dos tempos nobres. Até hoje, porém, Stuttgart tem entre seus cidadãos diversos menbros da nobreza.

Uma fazenda de criação de cavalos, chamada de "Stuotgarten" deu origem ao nome da cidade. No século XIV, ela passa a ser sede do governo de Württemberg. No século XIX, a industrialização chega à capital e Stuttgart logo se destaca como grande metrópole e considerada o berço da indústria automobilística mundial.

Conhecida por ser sede de algumas das mais famosas marcas automotivas do mundo, tornou-se um pólo industrial no começo do século XX. Atualmente é sede das montadoras automobilísticas Porsche e Mercedes-Benz e de empresas como a Bosch, além de ser a maior zona industrial do sudoeste alemão.

Passear pela cidade é um prazer: praças, monumentos e ruas, muitas destas exclusivas para pedestres. A Markthalle (Mercado Municipal da cidade) é puro prazer…

A cidade é famosa por suas Stäffele, essas são escadarias que estão espalhadas pela cidade inteira, pois em Stuttagart existe muita diferença de altura entre o centro da cidade e seus arredores.

Assim que chegar à cidade comece seus passeios pela  Königstraße uma rua considerada o paraíso das compras. Ela já começa na estação de trem e vai até perto da Marktplatz.

Andando pela Königstraße você já verá a Schlossplatz, uma das mais bonitas praças de toda Europa.

Dela é possível vislumbrar o novo castelo, o Neues Schloss, em estilo barroco, também o clássico Königsbau, o moderno edifício da Galeria Municipal e a coluna Jubiläumssäule, que leva a Deusa Concórdia no topo.

Foi construída entre 1746 e 1807, e todos os anos é o lar de grandes eventos ao ar livre, tais como concertos, feiras infantis, e o incrível mercado de Natal, incluindo uma pista de gelo ao ar livre.



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Eu na Schlossplatz








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Marcelo em frente ao antigo castelo (Altes Schloss). Hoje ele abriga um maravilhoso museu, o Landsmuseum








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Pátio do antigo castelo (Altes Schloss)


Merecem total atenção dos visitantes os  lindos jardins, ou melhor, parque da cidade, o Schlossgarten. Caminhar por suas lindas avenidas, e apreciar suas esculturas, é puro relaxamento. Ali se encontra a linda casa de ópera da cidade, o Staatstheater. A casa de ópera foi construída em 1912 no mesmo lugar onde existia antes o Hoftheater, que foi destruído em um incêndio. Ela foi um dos poucos edifícios a sobreviver os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Contudo, o teatro menor foi seriamente danificado e foi substituído entre 1959-62.

O imenso parque tem 600 anos de idade e se estende desde o Altes Schloss e o Neues Schloss na Schlossplatz, até a estação central de trens.



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O Staatstheater



















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Eu nos jardins do Schlossgarten







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O Schlossplatz com a Königstraße e o shopping da cidade o Königsbau Passagen

Falando de parques, o Wilhelma é maravilhoso: é o único jardim botânico, zoológico na Europa. E, com sua combinação de plantas, animais e edifícios históricos únicos em todo o mundo.

Nos anos 1954/55 foi construída a torre de televisão de Stuttgart, de 485 metros de altura, e ela é até hoje um marco da cidade. Do seu cafe panorâmico, os turistas tem uma vista incrível da cidade toda. A torre está localizada ao alto de um morro cercado de árvores.

Não deixe de caminhar pelas ruazinhas mais antigas da cidade, a Geißstraße, Nadlerstraße e a Töpferstraße. Estão cheias de restaurantes deliciosos.


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A Geißstraße








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A Königstraße







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O Königsbau Passagen







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A linda estaçao central de Stuttgart


E como não podia faltar, não deixe de visitar os emocionantes  museus da Mercedes-Benz e Porsche que são arquitetonicamente e tecnicamente impressionantes! Merecem um post especial em breve!!



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Marcelo em frente ao magnífico prédio da museu da Mercedes










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O impressionante Museu da Porsche








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A entrada para o Museu da Porsche

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Região de Sauerland, Alemanha: o maravilhoso lago Möhnesse e sua represa histórica!

Möhnesee é um lago localizado no distrito de Soest, na Renânia do Norte-Vestfália. De Colônia são 130km até lá.

O lago do reservatório Möhne é formado pelo represamento de dois rios, Möhne e Heve, e que com suas quatro bacias armazena mais de 135 milhões de metros cúbicos de água. A barragem foi construída entre 1908 e 1913 para ajudar o controle de inundações, regular os níveis de água a jusante do rio Ruhr e gerar energia hidrelétrica.

Hoje, o lago também é uma atração turística. O lugar é lindo no verão, com muitos restaurantes, e barcos circulam o tempo inteiro pelo lago.


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The Dambusters:
A barragem foi destruída por bombardeiros Lancaster da RAF ("The Dambusters") durante a operação Chastise, na noite de 16–17 de maio de 1943, juntamente com a barragem de Edersee, no norte do Hesse.

Bombas aéreas especialmente desenvolvidas para esta operação destruíram a barragem e um buraco enorme foi feito nas paredes da barragem que media 77m por 22m.

Os bombardeiros voavam a uma altitude de apenas 18 metros, a uma velocidade de quase 400km/h, e soltavam as suas bombas, que vinham “quicando” na superfície da água, pulando por cima das redes protetoras contra torpedos, até atingir a barragem, se utilizando do mesmo efeito que as crianças usam quando jogam pequenas pedras lisas na água e as fazem “pular”. Quando atingiam a barragem, as bombas afundavam, explodindo na base da mesma.

A ação resultou na morte de pelo menos 1579 pessoas. A pequena cidade de Neheim-Hüsten foi particularmente mais atingida com mais de 800 vítimas, entre eles pelo menos 526 vítimas em um acampamento de mulheres russas para trabalho forçado.

Embora a Organização Todt tenha rapidamente reparado a barragem, o impacto do ataque na indústria alemã no Vale do Ruhr e sobre a população civil foi significativo.
Nos vales do Möhne e Ruhr, 11 fábricas foram totalmente destruídas, 114 seriamente danificadas, 25 pontes rodoviárias e ferroviárias foram destruídas.

A barragem é impressionante e há placas informativas no local contando a história do bombardeio. Vale a pena um longo passeio por esta região!!!


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Eu na barragem











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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Jüdisches Museum Berlin: O Museu Judaico de Berlim!

O Museu Judaico de Berlim é um dos edifícios mais espetaculares da Alemanha, todo revestido em zinco e em formato zig zag. Mais de 7 milhões de pessoas do mundo inteiro já visitaram esse maravilhoso museu desde a sua inauguração em 2001. O edifício em si já é uma atração pois representa simbolicamente a história do povo judaico, incluindo todo o seu sofrimento, na visão do arquiteto Daniel Libeskind.

Ele é o maior museu judaico da Europa e é dividido em dois edifícios: o primeiro é o antigo Kollegienhaus. O outro edifício é uma nova adição, criado pelo arquiteto polonês/americano Daniel Libeskind. Lá é contado 2 milênios de história germânica-judaica, com todos os seus altos e baixos.

O Museu Judaico original foi fundado em Berlim na Oranienburger Straße em 1933, mas foi fechado logo depois, em 1938, pelo regime nazista. Em 1975, uma "Associação para um Museu Judaico" foi formada e montou uma exposição sobre a história judaica em 1978. Logo depois, o Museu de Berlim, que narra a história da cidade, estabeleceu um Departamento judeu. Mas ainda assim, nessa época corriam rumores que haveria discussões sobre um novo museu dedicado somente à história judaica.

Em 1988, o governo de Berlim anunciou uma competição anônima para o projeto do novo museu. Um ano mais tarde, o projeto de Daniel Libeskind foi escolhido pelo comitê. Enquanto os outros candidatos propuseram espaços neutros e frescos, Libeskind ofereceu um design radical em ziguezague, que ganhou 'Blitz' (raio) como apelido.

A construção da nova extensão do Museu de Berlim começou em novembro de 1992. O museu foi concluído em 1999 e inaugurado somente em 9 de setembro de 2001.




Berlin, Kreuzberg, Juedisches Museum
[ ©  Günter Schneider,  Brussaer Weg 17, 12109 Berlin,  Postbank Berlin Kto. 415097102,  BLZ 10010010,  Tel. 030-7031041  Fax 030-7031052,  email  Gschneider.berlin@t-online.de,  www.guenterschneider.de ]
Vista aérea do Museu Judáico
(picture © Guenter Schneider)








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Entrada pela Kollegienhaus










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O visitante começa o tour pela entrada principal no Kollegienhaus que foi construído em 1735 mas destruída na Segunda Guerra Mundial, as renovações aconteceram de 1963 até 1969. Logo o visitante já entra no edifício novo, o "Blitz".

Na primeira parte o visitante pode se entreter com a mídia virtual do museu, obtendo várias informações sobre a exposição e o próprio museu. Depois  se depara com três eixos:  O Eixo da Continuidade ( Achse der Kontinuität), por ali que a exposição continua, O Eixo do Exilo (Achse des Exils) e o Eixo do Holocausto (Achse des Holocaust).

O Eixo do Exílio leva os visitantes ao Jardim do Exílio, lá estão 49 pilares de concreto em volta de plantas chamadas Elaeagnus, que representam as oliveiras, pois infelizmente, essas não podem ser cultivadas na Alemanha por causa do tempo frio. Na tradição judaica, oliveiras representam paz e esperança. O número 49 homenageia o ano de fundação de Israel, 1948, somando ao  último pilar do meio, que representa a capital Berlim. E também pois o número 7 é sagrado para os judeus (7x7=49).

O Eixo do Holocausto termina na Torre do Holocausto. Essa é uma torre memorial escura, fria e alta e a luz do dia só entre por uma pequena fresta no teto. Essa torre só tem um significado simbólico e não é uma reconstrução de uma câmera de gás como muitos pensam. A ideia do arquiteto foi simbolizar a situação dos judeus naquele momento, estando no “fundo do poço", sem conseguir alcançar a salvação (que seria a pequena janela no alto).


Depois disso tudo, os visitantes seguem pelo Eixo da Continuidade, uma escadaria enorme, em que a medida que o visitante sobe, percebe as vigas de concreto que passam de um lado a outro do museu, que parecem rasgá-lo de um lado a outro. Esta escadaria  leva à exposição nos andares superiores, que começa contando a história dos judeus no território alemão desde 950, e evoluindo até os dias atuais. A exposição mostra muitas cartas, o cotidiano dos judeus, suas tradições, fotos, etc..




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Jardim do Exílio








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Corredores do museu (inclindos)










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Eixo da Continuidade










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No museu existem 5 corredores que são chamados de  "Voids" que são espaços vazios. Neles não é permitida a entrada, com exceção da "Memory Void". Essas salas são uma homenagem e representam o vazio que a Segunda Guerra Mundial deixou.

No "Memory Void" está uma exposição do artista israelense Menashe Kadishman, chamada Schalechet. No chão dessa sala estão 10 mil rostos de pessoas forjados em metal. O artista disse que ele não quis homenagear somente os judeus mortos durante a guerra, mas também todos os tipos de pessoas que já sofreram por causa de violência. Lá os visitantes experimentam o silêncio do lugar, escutando somente o rangido do metal dos rostos das pessoas. Um lugar horripilante!!!




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"Memory Void"










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O passeio é longo, o visitante tem um certo  desequilíbrio ao caminhar, pois o piso é levemente inclinado e as paredes formam ângulos diferentes entre si.

Ao longo do caminho o visitante encontrará vários banheiros e no final um delicioso café.

Não aconselho a levar crianças pequenas, não pelo aspecto do Holocausto em si, mas mais pelo museu ser um pouco tedioso para elas, e por ser um lugar onde o respeito e o silencio são necessários para honrar a memória de todos os povos assassinados nas guerras.

O museu fica na Lindenstraße 9-14

Abre diariamente das 10:00-20:00, nas segundas até às 22:00. Na entrada, o visitante passa por um detector de metais antes de comprar os ingressos.

Ingressos a 5,00 euros adultos



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Janelas do museu









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